Acupunctura, Placebo ou Perigo?

Ao longo das últimas décadas, a acupunctura tem vindo a ganhar importância no Ocidente. Com base em evidências crescentes, segurança e eficácia comprovada, cada vez mais profissionais de saúde encaminham pacientes para esta terapia, e estes recorrem mais à acupunctura para alívio de sintomas e procura de soluções.

Como terapeuta especialista em Medicina Chinesa não espero, certamente, que todos se sintam atraídos pela acupunctura, que a recomendem ou que a usem como técnica terapêutica. Tenho apenas a convicção de  que é simplesmente uma boa opção de tratamento para alguns pacientes, em variadíssimos casos melhor do que a as disponíveis na medicina convencional.

estatinas No entanto, o crescimento da popularidade da Acupunctura, (não fosse ela uma técnica oriental), atrai também muitos detractores. É cada vez mais frequente e tem cada vez mais eco nos meios de comunicação social os argumentos anti – acupunctura, frequentemente se ouve falar que têm certas limitações, este argumentos apresentados de forma quase sempre primária, mas mascarados de uma boa base científica baseiam-se numa fraca leitura e interpretação da literatura e do actual “estado da arte”, algumas vezes são baseados em pura imaginação. Os argumentos mais comuns usados como arsenal anti – acupunctura são três:

  • é placebo,
  • é perigoso e,
  • não é baseada na evidência. (Medicina Baseada na Medicina)

Durante as próximas semanas vamos dar conta aos nossos leitores de como estes argumentos carecem de validade e estão fundamentalmente baseados não em fundamentos científicos mas antes em posicionamentos no mínimo passioniais, associados a interesses de lobies da saúde que em nada tem a ganhar com um conjunto de técnicas terapêuticas não convencionais onde naturalmente a Acupunctura, tal como outras técnicas associadas à Medicina,  se sentem afrontados ainda que de forma involuntária.

A Acupunctura não passa de placebo?